sábado, 14 de junho de 2014

Espiritualidade no Casamento


Como blindar o nosso casamento? O que fazer para ser feliz no casamento? Guia dos dez passos para um casamento feliz. Acredito que alguém já se deparou com títulos como esses por aí. Então será mesmo que existem meios para firmarmos as nossas alianças matrimoniais?

Muitos têm se debruçado sobre esse tema devido ao momento delicado pelo qual a família tem passado. As Escrituras, especialmente, em Efésios 5.18-6.4 abordam sobre a dinâmica dos relacionamentos em família. O apóstolo Paulo traça ali, os preceitos gerais que devem nortear a família cristã, pois mesmo ele não sendo casado, sabia das dificuldades que um casal enfrentaria na sua jornada conjugal.
Um dos mitos que necessitam ser superados é a ideia de que ser um casal cristão autêntico significa estar isento de passar por dificuldades. Essa declaração está longe do que explana as Escrituras. Votos, rituais, correntes de oração sugeridos por algumas denominações não irão garantir a tranquilidade em nossos lares.

Nada disso deve substituir a prática de uma vida piedosa pautada nos ensinos sagrados. Devemos dar bons exemplos diários na vida de nosso cônjuge e de nossos filhos. Eles devem ver através de nosso testemunho, o reflexo do Cristo que pregamos.

Ser cristão verdadeiro não é fácil. E pode até trazer ainda mais conturbações para dentro dos lares porque o padrão bíblico para o relacionamento entre o marido e a mulher é muito mais elevado do que imaginamos. E, infelizmente, muitos casais não estão dispostos a se sacrificar em prol de construir famílias sadias. Uns acabam por optar pelo divórcio, pois acham o caminho mais fácil. Outros pensam que o simples fato de irem ao Templo e participarem dos cultos, garantirá que a sua família terá um final feliz.

Muito esforço, particular e coletivo, precisa ser empreendido para garantir o sucesso no casamento. Todos devem ter bem compreendido qual o seu papel no plano de Deus para a família. Na carta de Paulo aos Efésios podemos entender bem qual é a orientação Dele. O casamento vai muito além da legalização da atração física entre um casal. O lar deve ser um espaço onde o Espírito Santo deve habitar plenamente.

E como vamos conseguir isso? Como nossos lares poderão ser cheios do Espírito Santo? A resposta vem nos versículos seguintes (Ef 5.18-6.9) onde o apóstolo pontua: “animem uns aos outros com salmos, hinos e canções espirituais [...]. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo, agradeçam sempre todas as coisas a Deus, o Pai. Sejam obedientes uns aos outros, pelo respeito que têm por Cristo”. E nos versículos seguintes ele discursa sobre a “sujeição” no casamento, na família e na sociedade.

Entendemos com isso que nossa vida espiritual afeta diretamente os nossos relacionamentos sejam eles dentro ou fora de nossas casas. Devemos ter um coração disposto a obedecer, a sujeitar-se. Essa não é uma ordem nada fácil de ser cumprida, principalmente, para nós que colocamos o nosso “eu” no altar ao invés de Cristo. Jesus já nos orientou a respeito disso. É na dureza do coração do homem que reside à infelicidade nos lares (Mt 19.8).

Precisamos nos despojar de nossas paixões infames e permitir que o Espírito Santo encha nossas vidas. Sejam sal e luz dentro do seu casamento. Tenha uma vida controlada pelo Espírito. Um cristão transformado pela Palavra de Deus é de fácil convívio e um verdadeiro bálsamo no lar.

Façam da sua aliança com o seu cônjuge um reflexo do relacionamento de Cristo com sua Noiva. No dia que compreendermos a seriedade dessa analogia, teremos casamentos bem diferentes.
                                                                                                                                                                                          Jorgeana Jorge