sábado, 12 de julho de 2014

A graça da coisa



O fermento é um produto bem conhecido nosso. Ele é utilizado em diversas receitas contemporâneas, mas o processo de fermentação antecede e muito o nascimento de Cristo. Os organismos ditos fermentadores (fungos e bactérias) se valem deste recurso para produção de energia. Entretanto, entre os humanos, ele está sendo cotidianamente aperfeiçoado para apimentar os relacionamentos interpessoais.

Isso mesmo. Nada como um bom fermento para levedar a massa, ou melhor, as intrigas. Ainda duvida? Então me responda: que graça teria se sentar numa calçada e não reparar nos nossos vizinhos? Tem jornal melhor para se ler do que a vida dos outros?

Que graça teria o facebook se não pudéssemos dar, de vez em quando, uma alfinetadinha naquele desafeto que nós ainda mantemos no nosso grupo de amigos só para matarmos o infeliz de raiva? Ele bem que poderia passar sem essa, mas não vamos dar o gostinho, não é?

Que graça teria escutarmos um comentário de alguém por aí e não tomarmos a ofensa para nós? Convenhamos, é sempre mais divertido quando causamos uma tremenda confusão por nada.
Que graça teria eu guardar apenas para mim aquela informação que vai  atrapalhar a comunhão entre os irmãos? Afinal de contas, eu aprendi com a vida que todas as coisas têm que ser postas as claras. Ou não?
Que graça teria eu escutar uma fofoca e não passá-la a diante? É mesmo. Não teria graça nenhuma.

Vede e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus. Mt 16.6
Evitem toda forma de mal. I Ts 5.22


Jorgeana Jorge