quarta-feira, 21 de maio de 2014

Facebook, para quê te quero?

Para matarmos a saudade de quem está distante;
Para extrapolar um pouco da nossa alegria ao, finalmente, termos realizado um grande sonho;
Para vibrarmos ao reencontrar aquele amigão da época da escola;
Para ficarmos felizes ao ver as fotos da festança do casamento de um parente querido e que, infelizmente, não pudemos ir;
Para olharmos milhares de vezes a foto da nossa sobrinha que nasceu e não estávamos lá para caducar de perto;
Para fazermos as mais mirabolantes declarações de amor a mãe, ao pai, ao cônjuge, aos filhos, aos animais, aos amigos, e, não menos importante, a Deus;
Para darmos uma dica de um evento imperdível aos nossos amigos;
Para sermos mais um na torcida pelo primo que irá prestar um concurso público;
Para deixarmos uma palavra de conforto quando aquele símbolo de luto aparece no perfil de uma pessoa que nos adicionou e nem sabemos direito quem é;
Para expressar nosso GRITO de alegria usando caixa alta quando nosso time é campeão;
Para escrever um menor que (<) e um três (3) quando quisermos demonstrar que o nosso carinho vai junto com a mensagem;
Para nos despertar a fazermos um quitute gostoso e levarmos para nossa vizinha quando percebemos a sequência de postagens depressivas dela. Essa pessoa não está precisando de uma curtida e sim de alguém, de carne e osso, que lhe dê um abraço;
Para sermos misericordiosos com o sofrimento uns dos outros;
Para entrarmos na corrente de oração pela vida de um garotinho que foi diagnosticado com câncer e depois compartilharmos milhares de vezes a foto dele dizendo que venceu a doença;
Para assoprarmos as velinhas do bolo virtual de um amigo que está fazendo intercâmbio lá no Japão;
Para postarmos diariamente mensagens amorosas. Inclusive para aquelas pessoas que sabemos que nos detestam pelo simples fato de existirmos. Nisto mostramos que somos feitos de um material diferente do delas;
Para nos alertar que é melhor refletirmos primeiro antes de fazermos uma postagem. Elas revelam coisas sobre nós que as pessoas apenas imaginavam. Agora elas têm certeza.

                                                        
Modere suas palavras e pensamentos. Muitas pessoas acabam expondo seus lares e seus corações de modo prejudicial mesmo sem perceber. Cuidado com as brechas que você abre para o inimigo. Zele pelo nome que lhe foi outorgado através da morte do Cordeiro Santo. Lembre-se que não é mais você que vive, mas Cristo é anunciado pelo seu testemunho.                                                                 
                                                                                                               Jorgeana Jorge